Alexandre de Paula - A multiplicidade da sua arte.

Alexandre de Paula se destaca no panorama das artes plásticas como um delicado pesquisador e produtor de sua própria expressão. Desta busca incessante nascem, entre seus anseios de cores limpas, efeitos de profundidade e luz própria, formas gestuais exuberantes, os temas constantes de suas obras. O resultado expressivo obtido, com tal domínio de cores, evocam relações espaciais sintéticas e puras. 

Considera que o abstracionismo além de composição técnica em texturas, harmonização de cores e inclusão de materiais alternativos, resulta no triunfo do símbolo da intuição, da cor, da ilusão e da exploração emotiva.

De incursão formativa de desenho em 1989, se apaixonou pelo abstracionismo e desde então manteve uma produção progressiva e ascendente. Admirador de Tomie Otake, Jacson Pollock, Mondrian, Manabu Mabe, entre outros... entende que a simplicidade dos elementos e a proposta objetiva tornam o abstrato único e pessoal.

 

Pela trajetória do seu trabalho pode-se perceber que ao construir sozinho o seu caminho, aproximou a habilidade e maestria do designer com o artista plástico criativo.

Participante de exposições individuais e coletivas, se diz muito feliz com o encantamento de cada nova série que produz.


Glaucia Regina Severo Soares, marchand

Biografia

Natural de São Paulo, Alexandre de Paula se formou em Desenho de Propaganda na escola de desenho Cândido Portinari, onde descobriu que tinha inclinação para produção artística. Atuou como professor por quatro anos na mesma escola e trabalhou em agências de publicidade como ilustrador, diagramador e diretor de arte .

Seu interesse por artes gráficas o levou a trabalhar por dois anos com com serigrafia especializada na famosa Galeria do Rock, no centro de São Paulo. Além disso, desenvolveu projetos para montadoras de motos, confecções de grandes marcas e arte para embalagens de acessórios .

As principais influências área de construção do desenho são Jayme Cortez, José Benício, Elifas Andreato, Ziraldo, Antonio Peticov e outros. Quanto à desconstrução abstracionista, Alexandre se inspira em Tomie Ohtake, Manabu Mabe, Jackson Pollock, Mondrian entre outros...

A multiplicidade em sua trajetória passa pelo figurativo e o abstracionismo sempre com produção em coleções. Um número maior de peças da mais argumento e linguagem ao observador. Seus processos partem do tema e inspiração inicial, avançam pela criação, material de pesquisa, composição gráfica, linguagem e formatação das obras. A pesquisa é o momento de maior atenção para o desenrolar natural das fases posteriores dos trabalhos.

Sua trajetória no abstracionismo teve início em 1989 com muitas influências formais e gestuais de Tomie Ohtake, Jacksom Pollock, Mondrian, Ianelli entre outros.

Sua fascinação pelo abstrato busca as relações especias sintéticas e puras, que resulte no triunfo do símbolo da intuição, da cor, da ilusão e explosão emotiva.

A simplicidade dos elementos e a proposta objetiva torna o abstrato único e pessoal. Seu caminho aproxima a habilidade do designer com as  artes plásticas criativa e intensa.

O artista considera o dom artístico muito subjetivo. Na sua opinião o estudo e a busca incessante, dedicação e muito foco foram o que o nortearam por estes 30 anos de carreira. 

"A arte é meu respirar. Estou a todo o momento criando e inventando novos temas e caminhos. A arte transforma a humanidade, nos da esperanças de dias melhores." 

 

Alexandre utiliza várias técnicas para expressar sua ideias, sentimentos e percepções a cerca do mundo, a qual ele chama de Mix de Plástica. 

 

"Entendo que o artista tem de passar por inúmeras experimentações em técnicas e possibilidades. Usar e ousar em pesquisa de materiais diversos! metais, tecidos, retalhos, resinas, colagens... utilizo e aplico técnicas com materiais diversos: tintas acrílicas, óleo, automotiva, resinas, vernizes, aplicação de texturas: metais, couro, tecidos, retalhos, botões, fios... conforme proposta dos trabalhos."

Para o artista, a arte é uma produção intelectual primorosa, onde as emoções estão inseridas no contexto da criação. Muitos mentores e mestres estiveram presentes em sua trajetória. Em seus estudos teve contato com Jayme Cortez, Ziraldo, Carmela Gross, Leda Catunda, Arnaldo de Mello, Beatriz Milhazes,  entre outros.

Depois de 27 anos morando em Curitiba, está de volta à cidade de São Paulo. Seus trabalhos podem ser vistos em sua própria galeria, a PLURAL ATELIER, na Av. Faria Lima, 1826 - sala 508 - Pinheiros.

EXPOSIÇÕES

Obra para 

O GRANDE

Beto Guedes

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